Esporte e Vida Profissional – Desafios

Começo de ano – hora de definir metas e desafios.

E o esporte me ajudou a entender e administrar a dinâmica das metas no trabalho.

Deixem-me explicar melhor, acredito que grande parte dos esportistas, sejam eles profissionais ou amadores, definem suas metas no começo do ano. Talvez por uma questão cultural, pela vontade de conseguir algo novo na virada do ano ou pelo fim das temporadas e campeonatos. Profissionalmente, por coincidência ou não, temos também o fim do ano fiscal. Ou seja, o final do ano bate com o momento em que  se fecham boa parte dos ciclos e abrimos mais um novo.

No meu caso, como corredor amador, este  é o momento em que, juntamente com o meu treinador, escolho as provas objetivo para a ano que vem pela frente.  Há 3 anos atrás, começaram com meus primeiros trotes, meta que na época já era bastante difícil, e logo foi substituída por correr os primeiros 10 km sem andar,  passando para a primeira prova de 10 em menos de 1 hora, e que foi suplantada pela meta de realizar a primeira meia maratona. Claro que, junto com estas metas, vieram os plano de trabalho na forma das famosas planilhas (as quais procuro seguir da forma mais fiel possível), as mudanças de rotina e horários.

Mas quando eu achava que já estava indo bem, que já tinha alcançado aquela meta proposta para o ano, vem o meu treinador e diz, “hora do desafio – acho que você consegue fazer estes mesmos 10 km abaixo dos 50 minutos” ou ” agora que você já completou a meia maratona, vamos nos preparar para dobrar a distância e fazer uma maratona”. Claro que nesta hora falei pra mim mesmo – esse cara tá maluco! Ele quer me matar! – ao mesmo tempo em que me senti instigado e confiante para aceitar a aposta e forçar um pouco mais. Passei a entender melhor o significado de desafio, do algo mais, da superação e de ter a alegria de deixar a meta pra traz e dizer que cheguei ainda mais longe do que jamais tinha imaginado.

Nos meses de janeiro e fevereiro, as organizações fecham seus ciclos e apresentam às suas equipes as metas para o ano que se inicia. É também esta a hora que encaramos de frente as etapas que estão por vir, e assim como na corrida, as metas organizacionais deixam de nos meter medo, quando as equipes constroem planos bem estruturados, acreditam neles e se empenham em executar aquilo que colocam no papel.   Mas devemos estar sempre preparados, pois a qualquer momento, principalmente quando achamos que as metas já estão “na mão” , enfrentaremos um desafio, um patamar acima da meta, uma proposta de superação, que inicialmente pensamos impossível, uma total loucura, e depois de xingar um pouco e reclamar, vamos pra cima, revisamos nossos planos e fazemos a diferença.

Claro, sou humano, e assim como muitos corredores e profissionais, em 2012 alcancei a maioria das minhas metas e superei alguns desafios, mas também tive minhas escorregadas e não atingi algumas. E os desafios não atingidos me trazem um sentimento que mistura a frustração, reflexão sobre o que eu deveria ter feito diferente e uma grande motivação para tentar novamente em 2013.

Hora de começar a cumprir a nova planilha de treinos. Vamos a luta. Que venha de 2013.


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