Feedback sim, o tempo todo.

A prática do feedback tem sido imposta por grandes empresas aos seus gestores, forçando um momento muitas vezes postergado pela rotina forte que estamos sujeitos em nosso dia a dia. Pena que deixamos apenas para a semana ou o dia marcado e não conseguimos aproveitar a oportunidade fantástica que só uma conversa franca pode nos proporcionar.

Para alguns profissionais, a simples menção da palavra feedback e vislumbramos o retrato do desespero. E como criticá-los? O momento de feedback muitas vezes deixa de ser utilizado como uma oportunidade de crescimento profissional para se tornar um pretexto para uma conversa séria, dura, cheia de críticas no lugar de orientações, em outras palavras, uma grande bronca com jeitão de conversa diplomática. E tudo pode piorar quando encaramos pela frente jovens executivos ótimos em processos e números, mas com muito pouca experiência com pessoas, aí o que deveria ser algo construtivo pode descambar para uma fria avaliação de indicadores, com frases como: “Infelizmente você não é bom nestes processos porque o seu desempenho neste item foi muito ruim”, e pronto.

Não quero falar de técnicas para dar e receber feedbacks formais, até porque não acho que eu seja a pessoa mais preparada neste assunto, mas falar sobre o que chamo de feedbacks contínuos. O ponto em questão é que acredito ser impossível desenvolver uma equipe de alta performance sem a prática destes feedbacks mais curtos e com uma frequencia maior. Estou falando de algo diferente, que foge daquele momento cheio de rituais, em sala fechada,cheio de regras e com temas fixos a serem abordados, mas sim conversas individuais simples, ambientes que deixe o colaborador mais a vontade, ajudando a gerar a confiança necessária para conversar sobre comportamentos, execução, foco em prioridades, ou qualquer outro assunto que você julgue importante, além de propiciar um momento favorável para receber as opiniões sobre a nossa própria liderança. Entendam que não estou criticando a prática do feedback formal, muito pelo contrário, mas se criamos o hábito de conversar sempre com nosso time, até o momento “imposto” para o feedback formal tende a ficar leve e mais produtivo.

Mas não é para confundir bate papo com feedback. Feedback é coisa séria. O gestor deve se preparar, avaliar o melhor momento e entrar nessa de coração e ouvidos bem abertos. Minha sugestão é que você escolha apenas um ou dois assuntos, preferencialmente baseados em fatos reais ocorridos recentemente, e se ponha pronto para orientar e ouvir qual a opinião do profissional a respeito, e só então faça seus comentários.

Sucesso e boa semana


4 comentários sobre “Feedback sim, o tempo todo.

  1. Sem entrar na análise dos vários tipos de erros , voluntários, involuntários e inconscientes.
    Gostaria de saber se o feedback ajuda a entender que erros são erros e culpas são culpas.
    Saudades do Blog . Dá até para soprar uma velinha… Forte abraço

    1. Fernando, difícil responder. Nunca procurei culpas, apenas soluções e orientações para os os erros não se repitam.

  2. Adorei Leandro! Desenvolver pessoas é um trabalho contínuo que requer dedicação, coragem e persistência. Vou aguardar as próximas publicações.

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