Um time de alta performance

No último final de semana vivi uma experiência fantástica, junto de uma equipe de alto desempenho.

Fui indicado a participar de uma das corridas de revezamento mais bacanas no Brasil, a Volta a Ilha de Florianópolis. Eu já tinha exposto a minha vontade de correr o desafio de 150 km em equipe, mas não imaginei que a oportunidade iria surgir 4 semanas antes do desafio.

O Vitor da V8 me falou em um treino pela manhã: “Meu professor está montando uma equipe e está com uma vaga em aberto, ainda tá afim?”. Foi assim que conheci o Raul, por e-mail.

Não vou negar que estava bastante inseguro, nunca tinha participado de um revezamento, sem contar que aceitei a participação sem conhecer nenhum dos integrantes da equipe. Estava bastante ansioso.

Um dia antes da prova nos apresentamos na retirada dos kits para a prova: Raul, Ana, Celia, Sandra, Lucio, Felipe, Carlão e eu. Combinamos no café da manhã do hotel, as 4:40 da manhã. De cara vimos que formamos um grupo bem diferente. Era uma equipe mista com experiências de vida e esportivas bastante diferentes.

Mas o que tornou esse bando de corredores uma equipe de alta performance?

Primeiro: Todos tinham o mesmo objetivo, completar a prova! Terminar seria uma grande vitória, mas a meta era ainda mais clara, estávamos inscritos em uma categoria em que precisávamos terminar em menos de 13:30, ou seja uma média de 5’24” por km. No primeiro momento me pareceu um desafio quase impossível, mas estávamos todos prontos para dar o máximo.

Segundo: Planejamento – Todos tinham trechos específicos, preparados pela Ana (coordenadora da equipe) e pelo Raul, além de duas vans prontas para nos auxiliar no trajeto para deixar e recolher os membros do time. Cada integrante recebeu seus trechos com graus de dificuldade diferentes. Logo no início vimos que alguns de nós precisaríamos fazer passagens mais rápidas para compensar os que iriam enfrentar as ladeiras, dunas e morros… Esse planejamento era revisado a cada trecho.

Terceiro: Motivação – O time estava feliz por participar da prova, todos estavam ali por opção e estavam dispostos a chegar ao final como campeões. O brilho nos olhos contagiava. Mesmo em face dos obstáculos, ríamos e nos preparávamos com comentários positivos para os próximos quilômetros.

Quarto: Troca de experiências – Eu era sem dúvida o mais inexperiente, e recebi dicas importantes sobre hidratação, equipamentos além de ouvir histórias de superação de todos.

Quinto: Espírito de equipe – Dividimos isotônicos, sanduiches e tudo mais que pudesse ajudar um ao outro, principalmente frases de incentivo. No trecho mais difícil que encarei contei com um copo de água e o grito de “vamos lá!” que sem sombra de dúvidas me deram ânimo novo para encarar aquela subida…

Mas o que torna essa equipe uma equipe de alta performance: Nós atingimos o nosso objetivo, completamos a prova em 13h 16min e 12 seg.

O mesmo conceito vale para nossa vida profissional. Um grupo de pessoas unidas para atingir um desafio comum, com um bom planejamento, dividindo empolgação e técnica é capaz de produzir resultados fantásticos.


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